Experiências e Insights

O objetivo é compartilhar aquelas fichas que vão caindo sistematicamente.

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Uma criança feliz. Alguém que acorda de bom humor, gosta de coisas simples e tranquilas. Mas que tem seu lado surtado, que faz as coisas acontecerem e o mundo girar. Fiel, cooperativa, alegre, sempre pronta, ativa, reflexiva, doce, carinhosa, forte,corajosa...

19 novembro, 2006

As realidades


neste final de semana foi tudo relax. Canela/RS fica na serra gaúcha, pinheiros, garoa fina, lareira em pleno novembro e muita reflexão.
O momento é delicado.
Sinto de forma forte o ataque de emoções negativas vinda dos outros. Há meses que as falas das pessoas que atendo diariamente e que falam de seus problemas, tem me deprimido um pouco.
Tem aqueles que perderam dinheiro.
Tem aqueles que perderam a família.
Tem aqueles que perderam a saúde.
Tem aqueles que não tem nem saúde, nem família, nem dinheiro e não sabem mais o que fazer.
Em sua maioria eles estão cansados. de tudo. desesperados.
Aí vem raiva, ou tristeza.
Com os raivosos uma boa dose de amor funciona bem. Saem mais tranquilos, mais alentados.
Com os tristes descobri uma imensa tristeza em mim, não consigo controlar. sinto fundo a dor deles.
É a dor da indignidade, da falta total de fé e esperança. Não há ninguém no mundo que possa me ajudar. este é o pensamento.
E como fazer para cumprir meu papel de "assistente/auxiliar" na solução dos problemas, se meus olhos ficam nublados pelos meus próprios sentimentos negativos?
forte isso.
Mas descobri que tenho que ser mais forte. Preciso arranjar poder.
Ouvi há um tempo atrás um professor de meditação dizer que temos que viver de acordo com a nossa realidade.
Ele disse ainda que o que é real, verdadeiro, são os sentimentos e qualidades positivas que temos internamente. O nosso lado inocente e alegre, amoroso e gentil.
Esta é a nossa realidade e é de acordo com isso que temos que viver.
Todas as situações externas... todos as cenas colaterais, são um meio de tornar a jornada proveitosa e propiciar que tenhamos oportunidades de trazer a tona todo esse potencial que soterramos por medo, preguiça, acomodação...
Nesse final de semana senti o quanto estou fora da minha realidade. O quanto me envolvo com a cenas colaterais e deixo as oportunidades passarem.
Nada como um tempo para sentar no colo de Deus e pensar.
Afinal, Pai é pra estas coisas. Ceder o colo, dar segurança e fazer com que acreditemos novamente em nós mesmos.