Experiências e Insights

O objetivo é compartilhar aquelas fichas que vão caindo sistematicamente.

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Uma criança feliz. Alguém que acorda de bom humor, gosta de coisas simples e tranquilas. Mas que tem seu lado surtado, que faz as coisas acontecerem e o mundo girar. Fiel, cooperativa, alegre, sempre pronta, ativa, reflexiva, doce, carinhosa, forte,corajosa...

06 dezembro, 2006

Auto-suficiência


Cada um é uma ilha... já diziam os antigos.
Depois veio: ninguém é uma ilha.
A experiência nos faz descobrir que as ilhas existem, ficam boiando lado a lado tentando se apoiar umas nas outras. Algumas chegam a afundar os vizinhos para se sentir bem. Outras mendigam por atenção ao seu redor.
Que tipo de ilha sou?
As situações nos testam frequentemente para ver se algo externo pode abalar o nosso interno. Em um dia o número de elogios e críticas, reconhecimentos e desmerecimentos, respeitos e desrespeitos é tão grande, que ou você está firme nos próprios pés, ou dia passa vertiginosamente chacoalhando.
Como podem as ilhas mais carentes serem as mais agressivas? Como podem as que mais "se acham" serem tão insensíveis? Como pode uma ilha acreditar sem pestanejar que sobrevive sozinha e que não precisa de ninguém? E pior, como pode uma ilha alheia a qualquer contexto e ignorante dos efeitos de sua existência e de suas repercussões, permanecer em paz?
Talvez seja por isso que as ilhas normalmente ficam longe na superfície: é melhor não se tocar.
Mas abaixo, "no fundinho" nada é separado e tudo repercute.
Então como sobreviver?
A auto-suficiência pode ser o motivo da lástima de muitos que são afetados por seus efeitos danosos, ou a tábua de salvação daqueles que querem se manter firmes.
E é necessário ser firme, mas não violento.
É necessário pensar em si, mas não ser egoista.
É necessário consciência, mas não culpa.
E como chegar lá?
Em verdade, quem tem o critério preciso do liame entre estas coisas?
Quem pode ter a pedra de toque?
O uníssono é Deus.
Mas e como acessar tal verdade?
Dizem que Deus é uma ilusão que nos mantém além e nos aliena em verdade.
Que Deus também é uma fuga.
Mas e como saber se estou tomando proveito da Verdade e me tornando cada vez mais benevolente, caridosa, compassiva, generosa, amável, ou se estou me utilizando de conceitos criados para fugir das minhas verdades??
O eterno mistério...
O que parece realidade - estas situações diárias com seres humanos - será mesmo a realidade ou esta é a ilusão que me distrai?? Aqueles que estão tão envolvidos com estas estórias e histórias do dia-a-dia estão concentrados na realidade ou distraídos por ela???
outro mistério....
O nosso espaço de conhecimento e alcance é tão pequeno, tão restrito... será que conseguiremos cruzar as barreiras??