O nosso lado feio e as expectativas
Tudo muda o tempo todo no mundo.....
Mas não tão rápido assim.
Não duvido que todos nós temos ciência dos nossos defeitos e falhas.
Todos sabem quando pisaram na bola.
Por isso é tão chato quando alguém nos puxa a orelha.
Mas cada um lida de uma forma com as "ervas daninhas": uns fingem que não vêem; outros sabem; alguns fazem piadas; e outros as escondem de todos ou pelo menos tentam.
Independente dessa maneira de lidar com elas em relação aos outros, ainda existem os que querem solucionar, corrigir, melhorar, os que querem continuar assim e os que querem a atenção dos outros (falam sobre elas, mas nunca mudam).
Sabido é que todos tem defeitos e que todos estão lidando com eles. Não adianta esconder ou negar. Cada um vai alcançando a sua forma e tempo para lidar com seus defeitos. Normalmente é o conforto que determina a velocidade. Afinal, sob pressão nada funciona. A maioria de nós trava ou recua mediante pressão.
Cada vez mais me convenço de que o que faz a mudança fluir é justamente o sentimento de que apesar dos pesares somos aceitos e amados.
Logo, ao invés do sermão ou dos conselhos, dispensáveis porque já sabemos que os defeitos existem e já adotamos uma posição em relação a eles, o que realmente funciona é fortalecer o lado bom. Investir nas qualidades elimina os defeitos.
Como se já não fosse difícil lidar com as nossas falhas, ou mesmo para esquecer as nossas, temos a difícil mania de interferir no processo dos outros.
Queremos ajudar. Torcemos pela pessoa.
Mas cada processo é um processo. Cada um tem seu jeito de lidar e o seu tempo pra resolver.
E como é complicado ajudar quando estamos empenhados no caso dos outros.
Não posso falar dos homens, pois descobri recentemente que pensam e sentem de forma totalmente diversa da feminina. Talvez eles nem tenham esse tipo de preocupação.
Mas para as mulheres, aquelas que resolvem e harmonizam tudo de forma rápida e eficiente (vide mulher polvo, homem cobra. Içami Itiba), é muito muito frustrante tentar ajudar alguém.
Que estranha mania de querer organizar o externo.
As vezes nos tornamos chatas, ranzinzas e neuróticas em função disso.
Enfim, então como é que se ajuda os outros?
Oferecendo nosso ombro, nossos ouvidos e lábios sorridentes.
Abrir a boca, só se for para dar força. "Você consegue. Você é tão...." "acredite no seu coração" "faça o que te faz sentir bem".
E definitivamente segurar a tendência de colocar prazos para os outros. Mentalmente imaginamos o prazo que vai levar para fulano mudar. Principalmente se não temos aquele defeito ou se aquilo é fácil para nós.
Isso é natural para quem faz; e cruel para o coitado que tem que cumprir um prazo que na maioria das vezes é insuficiente.
Slow Down - movimento mundial pela retomada do ritmo natural das coisas. Temos que ter tempo para sentar e comer com os familiares, encontrar amigos e conversar, ter lazer.
Nos relacionamentos e com as expectativas também é chegada a hora de diminuir o ritmo.
Chega de cobranças, vamos curtir. Permita-se!

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