A doença coletiva

Eu sou forte.
Custe o que custar sou forte.
Eu não sei quem sou...
Me respeite senão eu grito...
Eu sou bom, não sou?
Vários e vários, milhares de carentes se virando como podem.
Uns são brutos, agressivos, soterram para sentirem que estão acima.
Outros estão além, na estratosfera, pouco me importa você, eu estou curtindo.
E todos buscando o que?
Proximidade,
Carinho
Amor
Reconhecimento do seu valor
Mas assim, chutando o balde ou pulando fora????
Parece que além da carência existe a confusão.
Na verdade estou perdido, sem saber pra onde ir, por isso atiro para todos os lados.
Mas pra onde estamos indo mesmo?
Parece que um grupinho de formigas está tentando convencer a manada de elefantes...
E as formigas são menos ou mais felizes?
É melhor saber a verdade, viver apesar dela ou negá-la?
E qual verdade você quer saber: que é carente ou que o que tanto busca é amor?
e a arrogância nos venda os olhos....
sou forte, sou especial, quem precisa deles?
Mas porque a rejeição nos nocauteia?

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