Experiências e Insights

O objetivo é compartilhar aquelas fichas que vão caindo sistematicamente.

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Uma criança feliz. Alguém que acorda de bom humor, gosta de coisas simples e tranquilas. Mas que tem seu lado surtado, que faz as coisas acontecerem e o mundo girar. Fiel, cooperativa, alegre, sempre pronta, ativa, reflexiva, doce, carinhosa, forte,corajosa...

01 junho, 2008

Morte


Alguém, pessoa querida, morreu.
E novamente este pensamento me vem a mente.
Uma foto, gostaria de ter uma foto dela.
Certa vez quando uma amiga morreu, comecei a espalhar fotos dela pela casa.
Não por desespero, não por querer segurar a pessoa comigo, mas para celebrar.
Celebrar todos aqueles momentos lindos, alegres, de carinho e amizade genuina que tivemos.
Nada de tristeza, nada de macabro ou de terrível.
Mas sim a doce lembrança de momentos felizes.
Talvez minha experiência com a morte não seja assim tão profunda, mas não consigo manter na mente a sensação de perda.
Já "perdi" pessoas muito próximas, mas não consigo permanecer naquele limbo.
Na verdade não lembro de ter passado por ele.
A sensação que me toma é a serenidade e a lembrança carinhosa.
E fico pensando a razão para tantos ficarem arrepiados ao passarem por um cemitério.
Só consigo ter dois pensamentos: o materialista me diz que restam apenas ossos e nada mais existe; o espiritual, de todas as linhas que já conheci, mostram que não há mais nada ali também e que o lugar para onde foram é o adequado à sua natureza - e não me cabe julgar.
Assim, não há nada em um cemitério além de ossos e jardins.
Que o sofrimento e o medo são normais todos sabem, mas e isso que eu sinto?
Sou insensível, insensata?
Não me sinto assim.
A má interpretação dos sentimentos também é normal.
E como é cruel.
Dói mais que a "perda" para mim.
Daqueles que se foram, fica a doce lembrança.
Dos que ficaram, que Deus nos ajude.